segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pra não dizer que eu não falei das flores


Esse post vai pra mulher da minha vida: minha mãe. Não tenho palavras pra falar de você. Só saiba que eu sou o que sou porque você me criou! 3 palavras: EU TE AMO






”Store og små, I må forstå, der er kun en som mor!
Syng nu en gang med på min sang, det er jo så sandt, hvert ord,
for mor er den bedste i verden, så sød, kærlig og rar.
Derfor hun altid vil være det dejligste, vi har.
Bare hun smiler, så er det,  som var der sol i mit hjerte!
Mor er den bedste i verden,  fordi hun er min mor!”  

FIKDIK


Desculpa Galera se não tenho muito tempo pra postar aqui no blog! VIVER ocupa muito o meu tempo!

Parece clichê de ex-intercambista, mas é verdade: O intercâmbio é o melhor ano da sua vida!
É nele que você percebe que família e verdadeiros amigos são essenciais na vida de qualquer um. É no intercâmbio que você cresce interiormente, afinal, você tem que se virar sozinho. Não há como escapar dos problemas. Um dia ou outro, você vai ter que encará-los frente a frente, sem papai e mamãe pra te defender! É no intercâmbio que eu percebi o grande trabalho que meus pais fizeram! (uheuhehe, me fizeram com MUITO amor e carinho que nasceu essa coisa linda aqui!). Meio egocentrista, mas não tem como não falar de minhas experiências se não for no meu próprio blog! FODA


Não tenho tempo pra pensar no amanhã sabendo que ainda tenho uma vida pra viver hoje!!

O Direito ao Foda-se, por Millôr Fernandes

"Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

Prá caralho, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que Prá caralho? Prá caralho tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas prá caralho, o Sol é quente prá caralho, o universo é antigo prá caralho, eu gosto de cerveja prá caralho, entende? No gênero do Prá caralho, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso Nem fodendo!. O Não, não e não! e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade Não, absolutamente não! o substituem. 

O Nem fodendo é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? 

Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo Marquinhos presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicinio. 

Por sua vez, o porra nenhuma! atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um PHD porra nenhuma!, ou ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!. O porra nenhuma, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. 

São dessa mesma gênese os clássicos aspone, chepone, repone e mais recentemente, o prepone - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. / Pense na sonoridade de um Puta-que-pariu!, ou seu correlato Puta-que-o-pariu!, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer puta-que-o-pariu! dito assim te coloca outra vez em seu eixo. 

Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. 

E o que dizer de nosso famoso vai tomar no cu!? E sua maravilhosa e reforçadora derivação vai tomar no olho do seu cu!. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus uando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: Chega! Vai tomar no olho do seu cu!. 

Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e sai a rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. / 

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: Fodeu!. E sua derivação mais avassaladora ainda: Fodeu de vez!. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? 

Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? Fodeu de vez!. 

Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se ..."