segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pra não dizer que eu não falei das flores


Esse post vai pra mulher da minha vida: minha mãe. Não tenho palavras pra falar de você. Só saiba que eu sou o que sou porque você me criou! 3 palavras: EU TE AMO






”Store og små, I må forstå, der er kun en som mor!
Syng nu en gang med på min sang, det er jo så sandt, hvert ord,
for mor er den bedste i verden, så sød, kærlig og rar.
Derfor hun altid vil være det dejligste, vi har.
Bare hun smiler, så er det,  som var der sol i mit hjerte!
Mor er den bedste i verden,  fordi hun er min mor!”  

FIKDIK


Desculpa Galera se não tenho muito tempo pra postar aqui no blog! VIVER ocupa muito o meu tempo!

Parece clichê de ex-intercambista, mas é verdade: O intercâmbio é o melhor ano da sua vida!
É nele que você percebe que família e verdadeiros amigos são essenciais na vida de qualquer um. É no intercâmbio que você cresce interiormente, afinal, você tem que se virar sozinho. Não há como escapar dos problemas. Um dia ou outro, você vai ter que encará-los frente a frente, sem papai e mamãe pra te defender! É no intercâmbio que eu percebi o grande trabalho que meus pais fizeram! (uheuhehe, me fizeram com MUITO amor e carinho que nasceu essa coisa linda aqui!). Meio egocentrista, mas não tem como não falar de minhas experiências se não for no meu próprio blog! FODA


Não tenho tempo pra pensar no amanhã sabendo que ainda tenho uma vida pra viver hoje!!

O Direito ao Foda-se, por Millôr Fernandes

"Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

Prá caralho, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que Prá caralho? Prá caralho tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas prá caralho, o Sol é quente prá caralho, o universo é antigo prá caralho, eu gosto de cerveja prá caralho, entende? No gênero do Prá caralho, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso Nem fodendo!. O Não, não e não! e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade Não, absolutamente não! o substituem. 

O Nem fodendo é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? 

Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo Marquinhos presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicinio. 

Por sua vez, o porra nenhuma! atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um PHD porra nenhuma!, ou ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!. O porra nenhuma, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. 

São dessa mesma gênese os clássicos aspone, chepone, repone e mais recentemente, o prepone - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. / Pense na sonoridade de um Puta-que-pariu!, ou seu correlato Puta-que-o-pariu!, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer puta-que-o-pariu! dito assim te coloca outra vez em seu eixo. 

Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. 

E o que dizer de nosso famoso vai tomar no cu!? E sua maravilhosa e reforçadora derivação vai tomar no olho do seu cu!. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus uando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: Chega! Vai tomar no olho do seu cu!. 

Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e sai a rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. / 

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: Fodeu!. E sua derivação mais avassaladora ainda: Fodeu de vez!. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? 

Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? Fodeu de vez!. 

Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se ..."

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011




“O propósito da vida é ela mesma.
Fazer dela um pretérito perfeito no futuro daqueles que ainda virão.
E se ainda achas que tu vive apenas sua vida.
Não.
Você vive as inconstantes emoções e ações dos que estão a sua volta.
Porque a vida, a vida é assim.
Instável e imprevisivel.
Um dia você está sozinho.
Noutro todos estão a sua volta.
E você precisa olhar pra trás.
Se tornar novamente aquela criança.
Para que a vida torne-se um universo de sonhos.
E não tão cinza como ela realmente é.” 
                                            André Belati

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Embora contastes sobre meus dias, nada sabem sobre meu coração.
Um coração finalmente livre. Um coração sonhador, onde uma só terra não é o bastante para meus sonhos. Um coração satisfeito pelo bons ensinamentos da família. Apesar da saudade, não quero voltar. Queria que todos estivessem ao meu lado, mas aqui! Para poderem compartilhar tamanha alegria que sinto. Mas ainda um coração incompleto. Talvez por buscar nos outros o que está dentro de mim, ou mesmo faltando em mim uma parte que é outro. Perguntas e perguntas que faço tentando entender-me, mas sabendo que nunca conseguirei. Pois é essa a beleza da vida. Vida que também não pode ser completa se não tivermos apoio. Família, amigos, amores. Fazem falta, sabiam? Mas a vida é tão boba, que foi a distância que muitas vezes nos aproxima! Você aprende a falar "Eu te amo", você aprende a dar mais valor no que você tem de mais especial: Família. Família que não é só pai e mãe e irmãos. Além desses, que são maravilhosos, temos aquela família que pudemos escolher. Nossos amigos. São essas pessoas que vou levar para sempre, aonde quer que eu esteja. Pessoas essenciais não importa aonde estejamos. Olhe para trás mas somente pelo retrovisor. Nossa vida é um caminho sem volta e não podemos fazer nada para mudar isso. Temos que olhar para frente e viver cada dia como se fosse nosso ultimo, pois a unica certeza da nossa vida é que um dia não estaremos mais aqui fisicamente. Mas podemos continuar vivos para sempre! Esse é o propósito da minha vida, fazer algo a mais, que marque, que fique pra história. A imortalização da alma e dos pensamentos.

"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido." 

Nessa terra distante encontramos pessoas parecidas com agente, pessoas da nossa terra diferente da gente, pessoas que nem agente e pessoas que as vezes nem são gente! É o que move o mundo. As relações entre as pessoas e os diferentes modos de fazê-las. Saber ouvir e quando preciso silenciar-se. Você pode não pertencer a esse país, mas você pertence a esse mundo assim como todas as outras pessoas na face da terra. Não sei pra quem escrevo, penso que escrevo pra mim mesmo. Para que um dia eu sinta nostalgia do amanhã. Pois é o que eu sinto das besteiras e besteiras que fizemos ontem.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Første Uge / Primeira Semana / First Week

Primeira semana...

Hej! Hvordan har du det? Tá. Tô aprendendo, vou melhorar.
Olhaa eu aeww!

Bomm..vamo agora falar da primeira semana galera..vou escrever bem detalhado porque por ser a primeira semana foi tudo novo pra mim. No ultimo post eu parei no sábado, dia 15/01, hora que eu fui dormir. Domingo acordei as nove e meia e ficamos conversando na mesa. Depois meu irmão Jonas falou que eu ia com ele pegar um casaco na fazenda dos pais da namorada dele. Na ida pra fazenda ele me mostrou onde a minha irma Anne-Julie estuda, parece bem legal a escola. Bom..me contou que a fazenda era voltada para a produção de leite. Chegamos lá e o sogro dele foi nos mostrar a fazenda. Tudo meio sujo mas super legal. Depois tivemos tipo de um lanche e eu estava morrendo de fome pensando: esses daneses não almoçam não? Não, eles só tem um lanche. A refeição mais importante é a janta. Depois fomos passear com os cachorros e ele me deu umas lições sobre caça. Até achamos um bando de são paulinos, opa, de veados lá. Na volta ele foi lavar as botas e os cachorros e eu fui pra dentro da casa. Vi um violão lá e não perdi tempo não. Pedi pra tocar uma música e a sogra dele adorou. Lá pelas sete e meia voltamos pra casa e jantamos. Depois da janta os homens da casa: eu, meu pai e meu irmão fomos assistir na televisão a copa mundial de handball. Acabado o jogo, tomei um banho, assisti um episódio de The Mentalist e fui dormir.
Na segunda eu acordei as 6 e 40 para poder tomar café da manhã em família as 7 e voltei a dormir. Acordei umas 10 e meia e tomei um banho. As 11 e meia meu conselheiro passou em casa para me pegar para ir para a reunião do rotary. Cheguei lá e os dinossauros Vitor e Gustavo e minha oldie Ana Carolina me receberam. Olha a fotoo:
Eu, os Dinossauros e a minha oldie Ana Carolina

Logo depois fizemos um brinde para o aninversário de um dos rotaryanos tomando um negócio lá mó forte mas gostoso.  Almoçamos  e depois começou a reunião do rotary. Me chamaram lá na frente e eu falei as frases que eu sabia em dinamarquês que minha família me ensinou:
Pega o Bunito discursando em dinamarquês!
                                        
 Fui pra casa e conheci o namorado da minha irmã. Ele foi embora e ficamos conversando um pouco. Jantamos, assisti um filme e fui dormir. 
Na terça eu acordei mais tarde e fui com minha mãe no Odense Kommune me legalizar aqui na Dinamarca. Eu recebi um número que todo dinamarquês tem e vou receber uma identidade também. Depois fui para a escola e conheci a professora Kirsten. Fomos para a sala de reuniões e ela passou várias intruções pra mim e pro Henrique e fiquei sabendo que ia para a turma 1x. Saindo da escola fui com o Claus me despedir do Vitor que estava voltando para o Brasil. Quando cheguei em casa tinha um amigo da minha irmã lá e eles estavam fazendo tarefa. Depois ele tocou piano, aliás, tocou MUITO,  e ficou zuando misturando um monte de música. Jantamos e depois fui para o quarto fuçar um pouco no notebook e durmir.
Na quarta acordei as 5h e não consegui mais dormir. Vai ver estava ansioso demais porque era meu primeiro dia na escola. Tomei café as 7 e fui pra escola. Não tinha a primeira aula  então fiquei vagando pela escola: assisti um pouco da aula de ed. Física e fui pra biblioteca assistir um pedaço do filme Donie Darko até dar o horário de ir para a sala. Minha primeira aula foi de francês. A professora Lene foi super simpática e sempre pedia pros alunos traduzirem em inglês pra mim. Teve um intervalo no meio da aula e cinco danesas lindas me chamaram para ir na cantina com elas! Foram super simpáticas e ficamos conversando o intervalo inteiro. Voltamos pra aula e fizemos uns exercícios. Consegui me virar até que bem e entendi a aula. Depois uma das alunas da aula de francês, que é da mesma turma que eu, me levou para eu conhecer o resto do pessoal da sala. Perguntaram bastante coisa e foram super gente boa comigo. Depois fomos pra sala e conheci o Sr. Burns dos Simpsons! É meu professor de química! Muito engraçado. Tivemos aula de molaridade. No começo não estava entendendo nada mas depois ele começou a escrever na lousa e eu vi que eu sabia aquilo! Fiz todos os exercícios e no meio da aula um dos meninos instalou o Office Pack no meu note. Os meninos me convidaram pra entrar num time de futebol da sala. Quero só ver quando eles descobrirem o quão perna de pau eu sou! Hahahah’. Acabado essa aula tivemos uma palestra sobre a guerra do Afeganistão. QUE QUE EU TENHO COM A GUERRA DO AFEGANISTÃO? Em dinamarquês ainda! Entendi porra nenhuma e estava quase todo mundo dormindo! Acabado a palestra eu encontrei a Maggie, a intercâmbiária canadense e a brasileira Ana Carolina fomos para o banco com o Claus para criar uma conta para eu receber minha mesada do rotary. Depois conhecemos um brasileiro que mora lá em Odense e fomos dar uma volta. Comemos no Mac’ Donalds e então a Ana Carolina e a Maggie foram embora e o Marcelo foi me levar no lugar que minha mãe ia me buscar. Ele me deixou lá e pegou um ônibus. Passou dez, quinze, vinte, trinta minutos e nada de minha mãe chegar. Entrei no skype e pedi pra Marcela Zwicker mandar uma msg pra minha mãe. Minha oldie entrou no skype também e ligou pra minha mãe. Deu uns 20 minutos e então minha mãe chegou. Jantei e durmir.
Na quinta feira e sexta feira nós teriamos work shop e fui colocado na turma da Ana Carolina para poder entender um pouco mais. Fomos divididos em turmas e teriamos que bolar alguma coisa para fazer na sexta para as pessoas se concientizarem a economizar energia. Fomos para o centro comprar umas coisas e paramos para comer alguma coisa. Comi uma porção de batatas fritas com a Ana e então fomos pra escola. Cadê as camisetas? O.o. Esqueci no lugar onde comemos. Um carinha do nosso grupo voltou lá e achou elas. Pintamos e depois fui embora. Peguei um busão para a Estação e fui para o banco assinar uns papéis. Minha irmã me encontrou lá e então fomos as compras. Entrammos na loja H&M e meooo, tava muito barato. Gastei 200kr (QUE É UNS 65 REAIS!) e eu comprei um casaco e uma blusa de lã! Nunca mais! Fomos passando de loja em loja e depois paramos em uma para tirar foto com uns gorros esquisitos. Logo depois fomos para a estação e quando estavamos entrando no ônibus eu perguntei: Cadê minhas blusas? Saímos correndo de volta onde tiramos as fotos e a sacola estava no mesmo lugar que deixamos. Ainda bem que dinamarquês é um povo super honesto. Não queria ter perdido essas blusas que eu comprei. Mó feraa meu. Voltamos, jantamos e eu comecei a ficar quente e passar mal. Tomei remédio e eram 7 e meia quando eu fui durmir.
Fiquei com febre a noite inteira e não fui a escola. Passei o dia inteiro de sexta feira sem fazer nada. Quando minha irmã chegou em casa de tardezinha, foi para o meu quarto e ficamos conversando e depois assistimos um pedaço da gravação da peça teatral que eu participei ano passado “Homens de Papel”. Ela foi um amor comigo e conversamos sobre tudoo. Depois arrumei minhas coisas e fui com meu pai e com minha mãe para a casa de verão da família. Minha irmã não veio com agente porque trabalha de sábado de manhã no Correio. Chegamos na casa e comemos pizza que meu pai buscou na cidade aqui do lado. Comemos e depois assistimos um filme e depois fui dormir.
Fiquei o sábado inteiro com a internet pegando mal e tentando fazer algo mais. De tarde fui dar uma volta na praia e tirei algumas fotos. Confere aí: 
                                                          

Na janta tivemos carne! Isso não é muito comum aqui porque a carne é muito cara. Depois da janta fui ouvir um pouco de música e então assistimos um jogo da Copa Mundial de Handball. Ganhamos o jogo e depois fui dormir.
No domingo eu acordei umas 10h, tomei café da manhã, me impanturrei de doces e depois durmi de novo. No começo da tarde fui dar um passeio na praia com os meus pais e os cachorros. Quando voltamos, meu pai me pedu ajuda para colocar na garagem a lenha que estava pra fora. Aprendi que agente se aquece duas vezes por causa da lenha. Uma usando a lenha e a outra mexendo com ela! Depois arrumamos nossas coisas e partimos ara casa. No caminho passamos para visitar o meu irmão mais novo Frederik. Ele tinha acabado de voltar da França, onde estava esquiano.  Ele quebrou o braço praticando snowboard e non parecia muito saudavel quando vimos ele. Voltamos pra casa e tivemos sopa. Minha mãe tinha me falado que tinhamos leite condensado em casa então eu pensei em fazer brigadeiro pra agradar eles! Hora que vi a latinha já pensei: Deu bosta! Era árabe a porra do leite condensado! Bom, o importante é tentar né. Ficou uma bosta! Mas todo mundo comeu e falou que estava bom. Acho que fizeram pra me agradar mas de boa. Depois fiquei conversando com minha irmã e então fui assistir o jogo de Handball contra a Argentina. Demos um coro naqueles Argentinos safados e então fui pro meu quarto. Falei com a família no skype e com uns amigos e então eu fui dormir.

Essa foi minha primeira semana aqui na Dinamarca. Tudo muito diferente e novo pra mim. Ás vezs sinto me perdido, mas sempre buscando saber um pouco mais. O mais importante eu fiz, eu cheguei. Agora começa um novo ciclo na minha vida. Um ciclo que vai marcar o resto da minha vida!

Vi ses nᴁste uge!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Chegando na terra dos Vikings!

Goddag! Cheguei aqui na Dinamarca no sábado e vou contar um pouco pra vocês como foi minha vinda para cá.
Bom, na sexta-feira, dia 14 de janeiro de 2011, fui para o aeroporto internacional de guarulhos por volta das 16:30. Cheguei no aeroporto, fiz meu check-in e fiquei esperando. Uma hora depois o Henrique chegou e ficamos conversando sobre nossa ida para DK. Pra que não sabe, eu, o Henrique e meu irmão pegamos o mesmo vôo pra Frankfurt. Bom. Conversamos um pouco até dar umas 18 horas. Já iamos passar pela imigração quando meu irmão falou que estava com fome, então fomos comer. Pedi uma torta de frango. Cara que nem as coisas aqui na Dinamarca. Parecia um empadão, mas de boa. Coca-cola lata a 5 reais. Morri o.O. Despedi da minha família (achaaa que eu chorei?) e entrei na parte reservada.
Passamos pela imigração e ficamos no portão de embarque. Cadê o Henrique? Sumiu. Eu e meu irmão fomos pra fila de embarque esperar, faltavam só 50 minutos para o vôo. Fui no banheiro e quando voltei meu irmão estava conversando com um negão que mora na Suíça. Entramos no vôo. Sentei no meio de dois alemães. Legal. E agora? Hahaha'. O piloto deu umas intruções iniciais e manobrou o avião pra pista. O avião começou a decolar e meu coração também. Meu Deus! Que que eu tô fazendoo???? Bem, não dava mais tempo de voltar atrás.Uma hora depois serviu a janta e começou a passar o filme que não lembro como se chama. Tentei dormi mas não consegui, então aproveitei para estudar um pouco de danes no vôo. Bom, aterrissamos em Frankfurt lá pelas 10 e 30 do horário local; mais ou menos 7 e 30 do horário de Brasília. Encontrei o Henrique no ônibus que saia do avião e ia pro aeroporto. Cadê meu irmão? Ele não chegavaaa nuncaaa! Passou um 10 minutos e lá vem meu irmão com uma espanhola baixinha duns 45 anos que ia embarcar com ele. Dei um abraço nele e desejei boa sorte no vôo dele para Munique. 
Bom...tinhamos 6 horas de espera no aeroporto de Frankfurt antes de pegar o vôo pra Billund, fomos procurar um lugar pra almoçar. Fomos no ponto de informação e nos indicaram um lugar, não achamos nada. Perguntamos para uma mulher e também nada. Com o segurança também nao conseguimos nada. Resumindo: ficamos perdidos no aeroporto de Frankfurt! Voltamos para perto do portão de embarque pra Billund e comemos em tipo de um café. Como somos pessoas chiques, comemos Pasta with Salmon (Macarrão com salmão). Comemos e depois fomos já para o portão de embarque para esperar nosso vôo. Precisavamos falar com a nossa família. OITO EUROS À HORA De WIRELESS! Que roubo. Rachamos uma hora o Henrique falou com a mãe dele no skype. Depois conversei um pouco com a nossa oldie Giovana. Daí um pouco minha mãe entrou e então conversamos. Bom... não tinhamos mais nada a fazer então fomos andar um pouco. Fomos num lugar cheio de poltronas e com um monte de gente. Lá no meio vi um senhor deitado em duas poltronas durmindo! Boa idéia a do véio! Deitei e durmi quase uma hora e meia. Quando acordei fomos para a boca do portão de embarque: B15. Havia 5 pessoas lá. Uma danesa, uma mulher com a fílha, o segurança e a moça da lojinha da frente. Esperamos uma meia hora. Faltavam 40min pro vôo. Não tinha aberto o portão ainda! Henrique disse: "Alguma coisa tá errada". Então ele foi no visor ver sobre o nosso vôo. Na nossa passagem tava B15 e no visor tava 6B. Saímos correndo lá pra cima e achamos o local. Por um instante achei que iamos perder o vôo. Pegamos um vôo tranquilo pra Billund. Quando chegamos, na hora de pegar nossas malas (que demoraram mais de 20 minutos) tive meu momento de escoteiro ajudando os velhinhos. Ajudei uma senhora danesa com a bagagem dela! Ela agradeceu e conversamos mais um pouco. Passei pela polícia e quando entrei na área de desembarque lá estava minha família. Com umas bandeirinhas da dinamarca gritando André e sorrindo. Minha mãe Jaenette, meu pai Kim, minha irmã Anne-Jullie, meu conselheiro Claus e sua esposa que não sei o nome. Estava chovendo muito e eu não estava com meu blusão então passei um pouco de frio indo pro carro. Estava 5ºC. Nunca tinha visto essa temperatura na minha vida inteira! Minha irmã vira pra mim e fala: Hoje está quente! Hahahah' Indo pra casa descobri que meu irmão Jonas estava fazendo uma janta tradicional da Dinamarca. Enfim cheguei em casa. Me avisaram que não usamos sapatos dentro de casa e minha irmã me falou de um monte de regras. O jantar estava uma delícia: tinha batata, tipo dumas bolinhas de carne de porco, pão preto e um suco que eles falaram que era super caro, mas por ser um dia de festa (Eu estava chegando), eles compraram a fruta pra fazer. Comi, conversamos bastante e depois fui arrumar minhas coisas. Desfiz minhas malas e dei presente pra minha família. Pra mãe e pra minha irmã dei uns brincos. Pro meu pai uma camiseta do Brasil e um kit caipirinha e pro meu irmão uma caneca do Brasil. Ah, descobri que o meu irmão mais novo está na França esquiando até semana que vem, mas ele não volta pra casa depois. Ele meio que mora na escola que estuda e só vem alguns finais de semana. Tomei um banho e então todos foram dormir. Deitei, muito cansado e durmi a noite inteira. 
Essa foram minhas primeiras impressões da dinamarca. Com a família? Seja gentil com eles que eles te trataram super bem. Eles me acomodaram sem saber quem eu era, me acomodaram e me deram conforto assim como minha casa no Brasil. Sou muito grato por isso e estou amando eles. Mal cheguei e já amo esse país! 
Danmark, jeg elker dig!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Últimos Preparativos

É. Faltam 3 dias. Parece que foi ontem que fui pra Rio Preto no escritório do Rotary Distrito 4480 entregar meu Application. Acho que ainda não caiu a ficha. Só volto daqui um ano. Pode ser que ninguém daqui mude, mas eu mudarei. E aí? Como ficam as coisas?
Minhas roupas estão quase todas dentro da mala. Alguns presentes faltam ser embalados e uns baúzinhos que eu, meu irmão, minha cunhada e minha irmã estão fazendo estão para secar a tinta. Tudo indo sem correria, mas acho que isso não é tão bom assim. Será que eu sou vou acreditar que eu estou indo ficar um ano fora no aeroporto? Muitas duvidas geram muito medo, muita ansiedade, muita alegria e muita saudade da família e dos amigos. São nessas horas que vemos quem são realmente nossos amigos. Falando em amigos, queria agradecer aqueles sacanas que sábado passado fizeram uma despedida surpresa pra mim! Saibam que vocês sempre estarão do meu lado, não importa onde quer que estejamos. Uma amizade verdadeira supera até mesmo o Atlântico ou qualquer outro oceano. Vocês provaram pra mim que no mundo agente não está sozinho, que temos nossos amigos do nosso lado. Obrigado mesmo. Não sei porque estou escrevendo hoje, mas por não ter escrito a muito tempo me vejo na obrigação disso. Talvez isso é apenas um desabafo. Talvez esse texto é uma tentativa de buscar respostas. Mas uma coisa eu sei. Nunca foi e não vai ser agora que eu vou desistir. Dinamarca que me aguarde!
Amanhã na parte da noite estarei indo para São Paulo para evitar supostos imprevistos. Provável que eu escreva no aeroporto de Frankfurt, por ter cinco horas de escala antes de embarcar para Billund. Não tenho mais nada pra falar então...FUI!


Vi ses



André Belati

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Medo

Medo. É ao que se resume esses últimos dias aqui no Brasil. Pode parecer muito, mas 36 dias é muito pouco pra quem está esperando a dois anos e meio. Medo de não ter uma boa recepção. Medo de ser mal interpretado. Medo de estar sozinho. Aqui no Brasil a vida é tão cômoda. Comida da mamãe, roupa lavada, escola particular e tudo mais. Mas lá na Dinamarca? Sou eu e eu mesmo! Não vai ter ninguém mais! As mordomias acabaram e o medo toma conta de mim! Vou me utilizar de um texto que achei na internet e cabe muito bem:


"Eu sou mal interpretado, fui mal interpretado por toda minha vida, e ainda vou ser, mas espero que dessa vez como em todas as outras que já passei, eu possa consertar o que fiz, nem sempre se pode fazer isto, mas sou otimista demais pra desistir agora.

E você vai entender, assim eu espero. Eu nunca precisei fazer isso e não sei por que estou sendo idiota suficiente para fazer isso agora, talvez porque eu seja idiota suficiente para isso ou talvez você me deixe idiota, mas eu acho que eu sou um, eu tenho certeza.

Eu acredito que tudo que você entenda, e não só você como todos nós, só é entendido porque enxergamos de tal ângulo que não nos permita ver exatamente o que aquilo realmente é, e é por esta razão que eu sou mal interpretado.

Dizer que sou mal interpretado é só mais uma das mil formas de dizer que ninguém me entende, mas talvez isso seja mentira, acho que a Amy me entende, acho que você me entende, mas que não concorde, porque eu sempre só sou mal interpretado quando estou errado, isso é mais freqüente do que eu tenho noção, acho que nunca vou saber o quão errado eu sou, mas sei que sempre superam as minhas estatísticas.

Não sei por que eu estou sendo tão correto com o vocabulário, talvez porque eu quero estar correto em ao menos uma coisa em todo esse texto tão erradico, eu sou errado, “eu sou parte da cura, ou sou parte da doença” logo disse... Ah, não sei quem foi, tentei procurar no Google, foi infrutífero, não sei o porquê disso, não sei o porquê dos porquês e nem o porquê de nada.

Tentei aqui, explicar o meu maldito dilema da má interpretação, acho que se ler isto vai passar a me entender muito pior, porque só confundi tudo aqui, talvez tenha me contradito, sou mestre nisso também, ou talvez você que ache que eu me contradisse quando na verdade é você quem me interpretou mal, com L.

Acho que posso escrever aqui até não poder mais me mover ou respirar, até desfalecer, morrer, mas bom mesmo é terminar próximo ao inicio, pois assim, não haverá fracasso, não quero fracassar num simples texto inútil, então, vou terminá-lo aqui, próximo ao inicio, sem gloria nem fracasso, vou terminar como comecei, por impulso."

=D

Pronto!
Meu blog está prontro!
Acabo de fazê-lo com intuito de postar toda semana a partir de agora até o final do meu intercâmbio!